Sensores apoiam operação de frotas e centros de distribuição

A dificuldade de investigar as causas de um acidente em um dos barcos da Sapura – que tem uma frota de seis embarcações contratadas por empresas petrolíferas para o lançamento de dutos flexíveis em plataformas marítimas de óleo e gás -, acendeu um sinal de alerta na empresa há alguns anos. A falha em qualquer equipamento nos barcos é custosa, pois interrompe as operações e contratos em alto mar. Para descobrir o porquê da quebra de um de seus equipamentos principais, os funcionários tiveram que recolher dados em inúmeras planilhas sobre o desempenho das máquinas envolvidas.
 

A solução foi adotar o Splunk, um software no conceito de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) que captura os dados analógicos, digitaliza e organiza as informações. Permite, por exemplo, correlacionar a angulação precisa dos cabos para que não prejudique o maquinário e opções de correção. “Tudo isso vai para um dashboard com gráficos para a visualização das operações, relacionando dados como o aquecimento dos motores e a velocidade, apontando ações necessárias e o período exato da manutenção preventiva”, explica Ricardo Bicudo, chief technology officer da Sapura.

 

Um sistema de aprendizado de máquina a partir de dados como temperatura do motor, pressão e correntes marítimas criou um algoritmo que prediz falhas, permitindo conhecer os eventos que causam maior desgaste do maquinário, comunicar aos fornecedores para o envio de peritos e até pedidos de extensão da garantia, aponta Rodrigo Bocchi, chief executive officer da Econocom, que implantou o software na Sapura. Um dos projetos futuros será a adoção de um sistema de realidade virtual para que os técnicos possam monitorar informações com a leitura de QR Codes dos equipamentos por meio de um joystick e um tablet para a entrada de dados.