Resultados anuais Econocom 2020: forte e responsável

Em 2020 nossos 9.200 funcionários em 18 países entraram em ação, como nunca antes, para ajudar as empresas a enfrentarem a crise de saúde introduzindo soluções imediatas para trabalho remoto.

Nosso modelo de negócio, único na Europa, nos ajudou a acelerar os projetos mais ambiciosos, desde serviços e equipamentos até financiamentos sob medida. Esse compromisso resultou em uma resiliência excepcional com aumento do lucro líquido e equilíbrio do fluxo de caixa.

Agora nós estamos prontos para voltar ao caminho do crescimento sustentável. Em 2021 buscamos iniciativas em tecnologia digital que são responsáveis, inclusivas e completas com soluções cada vez mais inovadoras e cerca de um milhão de equipamentos recondicionados até 2025.

 

Destaques de 2020

  • Receita impactada pela crise de saúde, com queda1 de 11,3% para € 2,559 bilhões;
  • Leve aumento no lucro operacional recorrente 2 para 1 122.5M (+2,2%) e aumento 1 da margem para 0,6bp;
  • Redução de € 272 milhões de euros na dívida3 financeira líquida, resultando uma posição de caixa líquido positivo3 de € 20M em 31 de dezembro de 2020;
  • Proposta de reembolso de 12% por ação de prêmio de emissão alinhada com o dividendo pago em 2020.

 

Forte resiliência na performance de operação

O grupo Econocom obteve receita de € 2,559 bilhões em 2020, uma queda de 11,3% em relação a 2019. A maior parte da queda aconteceu devido à crise na saúde, que foi responsável por atrasos na implementação de alguns projetos para clientes e desaceleração na contratação de novos negócios. No entanto essa tendência de queda diminuiu no final do ano (queda de apenas 8,4% no quarto trimestre de 2020).

A Digital Services & Solutions (DSS, incluindo os segmentos de Produtos & Soluções e Serviços) reportou receitas de € 1.646M, uma redução mais modesta de 5,9%. Graças a um quarto trimestre de 2020 especialmente forte, com crescimento de 8,3%, a Products & Solutions relatou uma queda de receita de 5,1% no ano inteiro. A receita de serviços em 2020 caiu 7,5%, mas permaneceu relativamente estável no quarto trimestre.

O Technology Management & Financing (TMF) foi o mais atingido, com uma receita de € 913M, uma queda de 19,6% 1. Dois fatores principais impediram o desenvolvimento da TMF em 2020: as empresas estavam mais cautelosas em suas decisões financeiras e a Econocom decidiu reduzir o volume de transações de financiamento de capital.

Apesar da queda nas receitas, o Lucro Operacional Recorrente (Recurring Operating Profit) teve um pequeno aumento de 2,2% para € 122,5M, refletindo uma melhoria na margem operacional recorrente para 4,8% (vs. 4,2% em 2019). Para atingir este desempenho, o Grupo cumpriu em 2020 o objetivo do seu plano de redução dos custos de estrutura em 97 milhões de euros, enquanto se beneficia da melhoria contínua das margens de Serviços e da aposta em projetos de maior valor agregado.

O DSS ROP2 aumentou 12,5% para € 85,5M, graças a um forte aumento no ROP2 de Serviços (+ 25,4% em comparação com 2019) e à melhoria contínua em Produtos e Soluções (+ 4,3%). O TMF ROP foi de € 37,0 milhões, uma queda de 15,8%. Apesar da queda histórica da receita, a TMF foi capaz de aumentar sua margem operacional recorrente (4,1% em 2020 vs. 3,9% em 2019).

O Grupo contabilizou € 36,2 milhões de despesas líquidas não recorrentes em 2020 (em comparação com € 24,5 milhões em 2019), principalmente, relacionados com custos de reestruturação e impactos da COVID-19.

Após um controle rígido das despesas financeiras, despesas fiscais e uma modesta contribuição positiva das operações descontinuadas, o lucro líquido consolidado do ano subiu ligeiramente para € 50,2 milhões. Em uma economia em dificuldades em 2020, o modelo de negócios da Econocom provou sua forte resiliência.

 

Objetivo de desalavancagem alcançado

Em 2020, o Grupo Econocom gerou um fluxo de caixa livre de € 179M, um aumento de € 116M em relação a 2019, graças, principalmente, à melhoria estrutural capital de giro. A Econocom também contabilizou € 125 milhões em receitas líquidas da alienação de ativos não estratégicos.

Isto reduziu a dívida financeira líquida em € 272M ao longo do ano, deixando o Grupo com uma posição de caixa líquida positiva de € 20M em 31 de dezembro de 2020.

Apesar da crise na saúde e na economia, o Grupo cumpriu com sucesso o objetivo de desalavancagem definido há dois anos, dando-lhe a máxima flexibilidade e confiança para abordar o próximo ciclo de crescimento com fundamentos sólidos.

 

Retorno ao acionista

O Conselho de Administração irá propor à próxima Assembleia Geral o reembolso do prémio de emissão de 0,12 € por ação, equivalente ao dividendo pago em 2020.

Dando continuidade à sua política de longo prazo de devolução de valor aos acionistas, em 2020 o Grupo adquiriu € 26 milhões em ações próprias. Em 24 de fevereiro de 2021, a Econocom detinha diretamente 12,3 milhões de ações, 5,6% do capital social, e, indiretamente, 13,3 milhões, 6% do capital, por meio de sua subsidiária BIS BV.

 

Retorno gradual ao crescimento esperado em 2021

Nos últimos dois anos, a Econocom tem focado em um plano de transformação de sua estrutura operacional para melhorar sua agilidade e competitividade. Esta fase de consolidação foi essencial no preparo do Grupo para enfrentar o futuro.

Os objetivos do Grupo de cortar custos estruturais, otimizar o portfólio de atividades e desalavancagem substancial foram alcançados com sucesso em 2020. A Econocom está agora apta e pronta para reiniciar o crescimento sustentável, tanto orgânico quanto por meio de aquisições direcionadas, enquanto monitora seus custos e endividamento.

Apesar de um clima econômico incerto, ainda impactado pela crise na saúde, o Grupo confirma assim o seu objetivo de regressar a um crescimento sólido em 2021.

 

Próxima publicação: receita do primeiro trimestre de 2021 em 22 de abril de 2021 após o fechamento do mercado.

(1) Em uma base idêntica (com escopo e padrões contábeis constantes).

(2) Antes da amortização de ativos intangíveis de aquisições e após a atualização de acordo com o IFRS 5 para ativos mantidos para venda e operações descontinuadas.

(3) NFD: Dívida Financeira Líquida excluindo o impacto do IFRS 16 nos arrendamentos e aluguéis dos quais a Econocom é locatária.